Sou chamado para servir .
A maior honra que podemos ter, é servir ao Senhor. O serviço está ligado a uma atitude prática da vida cristã.Servo = EscravoServo não é um título que se ganha, mas sim um estilo de vida de entrega total como Jesus ensinou (Mt 20:28).Temos que sentir em nosso coração uma urgência em relação ao mundo sobre as notícias da salvação que há em Cristo Jesus, para então, levarmos as boasnovas para aqueles que ainda não o conhecem. Nossa oração deve ser: "Senhor, usa-me para tua glória e para edificação do teu reino". Esse desejo deve nos"consumir" todos os dias. Deve ser o clamor do nosso coração.Algo que precisamos saber é que, em diferentes proporções, Deus chamou a TODAS as pessoas para o serviço em sua obra. No entanto, muitas vezes a nossa falta de conhecimento e limitação pessoal faz que nos sintamos impossibilitados de nos envolvermos na obra do Senhor.Deus quer nos usar! Vamos nos colocar à sua disposição para que Ele nos use nesses dias! Estamos dispostos à servir ao Senhor na sua obra?
Observemos agora, três classes de serviço:
1. SERVIÇO POR AMOR:
Quando sentimos o amor de Deus em relação a nós, a nossa resposta natural é:"Senhor, te servirei". Está resposta acontece quando uma pessoa recebe amor incondicional, e seu desejo é retribuir à quem lhe mostrou este amor. Existeuma frase que expressa esta atitude da seguinte maneira: "É possível dar sem amar, mas é impossível amar sem dar".A principal razão pela qual desejamos servir ao Senhor se resume nesta frase: "Queremos serví-lo porque o amamos". Em II Coríntios 5:14, Paulo diz:"O amor de Cristo nos constrange". Paulo disse que se sentia obrigado, forçado, a contar as boas novas de Jesus por causa do amor que ele tinha recebido do Senhor. Em Romanos 1:14, Paulo diz: "Sou devedor". Ele se via como um devedor de amor.Ele reconhecia que tudo que Deus havia feito por nós através de Jesus era por amor (João 3:16).Quando sentimos o amor de Deus sendo derramado na nossa vida, o nosso desejo natural é dar a ele alguma coisa em troca. Porém, reconhecemos que tudo oque podemos dar é pouco em relação ao que ele nos deu, entretanto devemos oferecer o melhor de nós. O que de melhor poderíamos oferecer à Deus?Nossa vida, nossos talentos, nosso tempo, nossas energias e capacidades."Senhor, em que posso te servir?". Esse deve ser o clamor do nosso coração.As pessoas que nunca fizeram esta pergunta, obviamente precisam ter uma experiência mais profunda com Deus, ou então quem sabe, esteja faltando o "fogo do amor" em seu coração. Toda pessoa quando está apaixonada sepreocupa em saber qual é a melhor maneira se servir o seu amado, assim deve ser a nossa atitude para com Deus.No livro de Êxodo 21, fala sobre as leis em relação aos servos. Nos versículos 5 e 6, falam do servo que depois de servir o seu senhor por seis anos e no sétimo obter a liberdade, decide ficar definitivamente com o seu senhor porque o amava, não por compromisso, nem por melhor pagamento, mas sim por amor ao seu senhor.Ele não queria viver em outra casa, e nem servir a outro senhor. A partir de então, era feito uma marca em sua orelha (do servo) que o identificava como um escravo por amor perante todos. Com certeza, este escravo era grato com o tratamento que recebia do seu senhor. No sentido mais literal, ele daria a própria vida pelo seu senhor. Era um escravo por amor.Esta deveria ser a nossa resposta em relação ao nosso Senhor amoroso, bondoso e misericordioso! Ele entregou seu filho para morrer por nós, derramando seu sangue, perdoando nossos pecados, dando-nos salvação eterna e vida abundante. Também nos trouxe cura e libertação dando-nos forças renovadas para seguirmos adiante. A pergunta que deveríamos fazer é esta:"Como não servir a Deus?. É impossível! Tenho que serví-lo! Seu amor me constrange, me força a serví-lo, e faço por amor".Então o que poderíamos renunciar para servir a Deus? Nossos gostos pessoais, nosso lugar cômodo, nossas horas de sono, nossos passeios, horas de lazer eoutras coisas que não são nossas obrigações diárias (não podemos confundir atividades - passeios, jogos, etc., com nossas obrigações diárias - trabalho, escola, etc.)
2. SERVIÇO POR PRIVILÉGIO:
É um privilégio poder servir a Deus! Ele quer ter um relacionamento íntimo conosco, mostrar seus planos e projetos, e usar a nossa vida.Que privilégio!Existem muitas pessoas que estão sentadas nos bancos das igrejas perguntando a si mesmas se foram chamadas para servir ou não. TODOS nós devemos nosenvolver neste serviço. TODOS nós fomos chamados para servir!Temos o privilégio de servir a Deus no ministério de música e de termos recebido d'Ele este dom. Não merecemos ocupar este lugar, mas Deus está nosdando a oportunidade de serví-lo (II Tm. 1: 9). Portanto, não devemos desperdiçar, mas sim nos dedicarmos da melhor maneira possível dando o melhor de nós
3. SERVIÇO COM RESPONSABILIDADE:
Temos uma grande responsabilidade em nossas mãos. Deus nos chama para sermos restauradores de brechas (Is. 58: 6-12). É o nosso principal desafio!Em II Crônicas 29:11, diz que não devemos ser negligentes com as coisas que Deus tem deixado em nossa responsabilidade.Deus tem um projeto. Qual é este projeto? Salvar o mundo ( Jo 3:16).Portanto, o nosso compromisso, e a nossa responsabilidade deve ser: alcançar aqueles que não conhecem a Jesus.Deus tem confiado a nós esta responsabilidade, então, devemos nos preparar para realizarmos com excelência a obra de Deus.É importante saber que os dons que recebemos não são para nós, mas sim para as pessoas (I Pe. 4:10), serve para abençoarmos as pessoas.
REFLEXÃO:
1- Temos servido por amor?
2- Qual tem sido o nosso nível de entrega neste serviço?
3- Quando Deus derrama o seu amor sobre nós, naturalmente queremos retribuir da melhor forma possível. Será que temos oferecido o melhor de nós? Nossavida? Nosso tempo? Nosso serviço a Deus?
4- Temos valorizado os dons e talentos que Ele nos deu?
5- Será que temos consciência de que somos muito privilegiados em servir ao Senhor?
6- O que tem sido prioridade para nós nestes dias: as nossas atividades, ou o nosso serviço a Deus?
7- Temos renunciado coisas da nossa vida para servir a Deus?
8- Temos tido o sentimento de compaixão em relação aqueles que não conhecem Jesus?
25/02/2008
20/02/2008
Obedecer ou não obedecer, eis a questão.
A palavra obediência vem de obediente, do latim, e significa, segundo o dicionário Aurélio Buarque de Holanda: 1 – Ato ou efeito de obedecer. 2 – Hábito de, ou disposição para obedecer. 3 – Submissão à vontade de alguém; docilidade. 4 – Sujeição, dependência. 5 – Submissão extrema; vassalagem.
Para a Igreja Católica a obediência tem vários motivos de existir, três destes serão citados neste artigo:
O primeiro de todos é pela simples imitação dAquele que É o motivo dela, Igreja, existir, Jesus Cristo, a “cabeça da Igreja”, o marido fiel e amoroso, que por amor a nós e OBEDIÊNCIA a Aquele que o enviou deu sua própria vida, com docilidade, com submissão extrema, com servidão e com desejo de obedecer acima de qualquer limitação, dificuldade ou tentação a vontade de Deus Pai.
O segundo motivo é pelo que Ele mesmo exigia de seus apóstolos... servir... servir... servir... Em muitas situações os apóstolos viam-se obedecendo a ordens (leia-se orientações) de Cristo, sem saber o que iria acontecer, e o real motivo disso, ou daquilo ser feito.
O exemplo clássico de obediência radical a vontade de Deus é a de Abraão entregando seu filho único Isaac para holocausto (GN 22, 1-19), outro exemplo, sendo este já no Novo Testamento, de obediência (submissão extrema) foi na véspera da Paixão, no “lava pés”, onde Pedro por puríssima obediência “permitiu” que Seu Mestre lava-se seus pés (JO 13, 9)... como um escravo, como um servo, como um vassalo.
Que belo a humilhação de obedecer a Deus!
Fico imaginando a vergonha que Pedro deve ter pensado: “o meu Deus ajoelhado diante de mim, lavando meus pés, quem sou eu?” Mas por obediência total Cristo o lavou.
Francisco de Assis foi outro quem por obediência plena beijou o leproso que passou ao seu lado. Na sua humanidade jamais Francisco o beijaria, mas por obediência, por amor ao Deus que vivia dentro daquele irmão que estava doente, e especialmente, por OBEDIÊNCIA ao desejo de seu Criador, ele o fez, uma renúncia do “ser Francisco” para o crescimento do “Ser Divino” nele.
Que belo é ver a ovelha obediente a seu pastor!
O terceiro motivo é da ordem organizacional, a Igreja está espalhada em todo planeta, e para que isso fosse possível a Igreja necessitou organizar-se, e deu-se de forma hierárquica, conforme o desejo de Cristo ao nomear Pedro a pedra da Igreja, e os demais fossem obedientes a ele. Desta forma, o seu sucessor (o Bispo de Roma) é o Chefe de Estado do Vaticano, e o representante da fé na Igreja, é a partir do pontífice que emana as diretrizes centrais da Igreja (logicamente ele tem centenas de pessoas para auxiliar-o em suas atividades e projetos).
Desta forma o Papa é o representante da Igreja aqui na Terra, seguido pelos Cardeais, Arcebispos, Bispos, Monsenhores, Padres, todo o clero... e todos os fieis.
Um dos pontos mais importantes para que possa ser exercida a obediência na sua forma total é necessário de quatro elementos: quem ordene quem obedeça, a ordem, e a execução. Sem um destes fatores, ou um destes sendo exercidos de forma deficiente acarreta em parcial ou total desobediência.
Em outras palavras, se não existir uma “pessoa” que direcione as demais, e esta seja reconhecida por todos como a pessoa competente, adequada. Legítima para gerir, coordenar, ordenar... enfim, que por votação direta, ou indireta, ou indicação, ou hereditariedade, ou de qualquer outra forma que se possa repassar o poder de determinadas decisões fica inviável a relação de obediência entre a pessoa escolhida e as pessoas subordinadas.
É necessária, ao contrário do que muitos pensam, não a aceitação de fulano ou cicrano, mas sim o reconhecimento da ocupação hierarquicamente superior a que este exerce sobre mim, e desta forma devo ser obediente a seus direcionamentos (“Quem obedece nunca erra” não sei de quem é essa frase, mas é bem coerente).
Muitas vezes vemos conflitos envolvendo questões de falta de obediência, muitos destes por causa da falta de clareza de quem “pertence” uma determinada autoridade/autonomia para ordenar alguma conduta ou o que quer que seja fazendo com que dois coordenadores ou mais entrem em atrito seja dentro do grupo de jovens, seja nas pastorais da Paróquia, seja onde for.
Outras situações que geram conflitos são os casos de apatia, ou de conflitos de interesses e, em alguns casos, a inveja, de alguns subordinados para com seus superiores diretos levam-nos a não executarem as normas estabelecidas ou se fazem, fazem de qualquer jeito.
Lembremos-nos, a Igreja é hierárquica, e é marcada pelo serviço e pela obediência plena, quem a fundou é o MAIOR SERVIÇAL que já ouve em toda a terra.
Imitemos ao nosso criador, ao “Fundador da Igreja Católica” onde o amor ao próximo é o carisma constituinte (Mt 7, 12).
O resto... bem o resto ficou para “Marta” (Lc 10, 38-42)... cabe a nós escolhermos que “parte” queremos!
Que a paz e a certeza que vem do Espírito Santo, o Paráclito, seja constante em nossos corações serviçais, e que nós imitemos a Maria Santíssima, a serva das servas, nossa eterna Mãe e intercessora.
Rezemos pelos líderes de todas as partes, e por seus “divinos subordinados”.
Que a obediência seja vivida no amor e o Amor seja o discernimento de todas as coisas.
Rafael Braga
Deus é Capaz (22, 23 e 24 de Outubro de 2004)
Servo da CORPUS
Para a Igreja Católica a obediência tem vários motivos de existir, três destes serão citados neste artigo:
O primeiro de todos é pela simples imitação dAquele que É o motivo dela, Igreja, existir, Jesus Cristo, a “cabeça da Igreja”, o marido fiel e amoroso, que por amor a nós e OBEDIÊNCIA a Aquele que o enviou deu sua própria vida, com docilidade, com submissão extrema, com servidão e com desejo de obedecer acima de qualquer limitação, dificuldade ou tentação a vontade de Deus Pai.
O segundo motivo é pelo que Ele mesmo exigia de seus apóstolos... servir... servir... servir... Em muitas situações os apóstolos viam-se obedecendo a ordens (leia-se orientações) de Cristo, sem saber o que iria acontecer, e o real motivo disso, ou daquilo ser feito.
O exemplo clássico de obediência radical a vontade de Deus é a de Abraão entregando seu filho único Isaac para holocausto (GN 22, 1-19), outro exemplo, sendo este já no Novo Testamento, de obediência (submissão extrema) foi na véspera da Paixão, no “lava pés”, onde Pedro por puríssima obediência “permitiu” que Seu Mestre lava-se seus pés (JO 13, 9)... como um escravo, como um servo, como um vassalo.
Que belo a humilhação de obedecer a Deus!
Fico imaginando a vergonha que Pedro deve ter pensado: “o meu Deus ajoelhado diante de mim, lavando meus pés, quem sou eu?” Mas por obediência total Cristo o lavou.
Francisco de Assis foi outro quem por obediência plena beijou o leproso que passou ao seu lado. Na sua humanidade jamais Francisco o beijaria, mas por obediência, por amor ao Deus que vivia dentro daquele irmão que estava doente, e especialmente, por OBEDIÊNCIA ao desejo de seu Criador, ele o fez, uma renúncia do “ser Francisco” para o crescimento do “Ser Divino” nele.
Que belo é ver a ovelha obediente a seu pastor!
O terceiro motivo é da ordem organizacional, a Igreja está espalhada em todo planeta, e para que isso fosse possível a Igreja necessitou organizar-se, e deu-se de forma hierárquica, conforme o desejo de Cristo ao nomear Pedro a pedra da Igreja, e os demais fossem obedientes a ele. Desta forma, o seu sucessor (o Bispo de Roma) é o Chefe de Estado do Vaticano, e o representante da fé na Igreja, é a partir do pontífice que emana as diretrizes centrais da Igreja (logicamente ele tem centenas de pessoas para auxiliar-o em suas atividades e projetos).
Desta forma o Papa é o representante da Igreja aqui na Terra, seguido pelos Cardeais, Arcebispos, Bispos, Monsenhores, Padres, todo o clero... e todos os fieis.
Um dos pontos mais importantes para que possa ser exercida a obediência na sua forma total é necessário de quatro elementos: quem ordene quem obedeça, a ordem, e a execução. Sem um destes fatores, ou um destes sendo exercidos de forma deficiente acarreta em parcial ou total desobediência.
Em outras palavras, se não existir uma “pessoa” que direcione as demais, e esta seja reconhecida por todos como a pessoa competente, adequada. Legítima para gerir, coordenar, ordenar... enfim, que por votação direta, ou indireta, ou indicação, ou hereditariedade, ou de qualquer outra forma que se possa repassar o poder de determinadas decisões fica inviável a relação de obediência entre a pessoa escolhida e as pessoas subordinadas.
É necessária, ao contrário do que muitos pensam, não a aceitação de fulano ou cicrano, mas sim o reconhecimento da ocupação hierarquicamente superior a que este exerce sobre mim, e desta forma devo ser obediente a seus direcionamentos (“Quem obedece nunca erra” não sei de quem é essa frase, mas é bem coerente).
Muitas vezes vemos conflitos envolvendo questões de falta de obediência, muitos destes por causa da falta de clareza de quem “pertence” uma determinada autoridade/autonomia para ordenar alguma conduta ou o que quer que seja fazendo com que dois coordenadores ou mais entrem em atrito seja dentro do grupo de jovens, seja nas pastorais da Paróquia, seja onde for.
Outras situações que geram conflitos são os casos de apatia, ou de conflitos de interesses e, em alguns casos, a inveja, de alguns subordinados para com seus superiores diretos levam-nos a não executarem as normas estabelecidas ou se fazem, fazem de qualquer jeito.
Lembremos-nos, a Igreja é hierárquica, e é marcada pelo serviço e pela obediência plena, quem a fundou é o MAIOR SERVIÇAL que já ouve em toda a terra.
Imitemos ao nosso criador, ao “Fundador da Igreja Católica” onde o amor ao próximo é o carisma constituinte (Mt 7, 12).
O resto... bem o resto ficou para “Marta” (Lc 10, 38-42)... cabe a nós escolhermos que “parte” queremos!
Que a paz e a certeza que vem do Espírito Santo, o Paráclito, seja constante em nossos corações serviçais, e que nós imitemos a Maria Santíssima, a serva das servas, nossa eterna Mãe e intercessora.
Rezemos pelos líderes de todas as partes, e por seus “divinos subordinados”.
Que a obediência seja vivida no amor e o Amor seja o discernimento de todas as coisas.
Rafael Braga
Deus é Capaz (22, 23 e 24 de Outubro de 2004)
Servo da CORPUS
Assinar:
Comentários (Atom)